Hemiparesia

Hemiparésia Espástica Diplégia

Prognóstico...

Colocado por Hemiparesia em 01 de Agosto de 2007

Na PC ocorre destruição das células nervosas da porção cerebral atingida pela lesão e, como tal, não se pode desenvolver. Não há possibilidade de regeneração destas células, pelo que não pode haver cura da lesão. No entanto, as células adjacentes podem ser estimuladas, de forma a compensarem a funcionalidade perdida.

Não existem medicamentos nem operações cirúrgicas que possam curar a PC. Contudo, é possível atingir uma melhoria dos défices provocados pela PC. Esta melhoria não se manifesta subitamente mas, progressivamente, graças a um trabalho persistente, constante, multidisciplinar, em que a colaboração dos pais é imprescindível. Sem esta colaboração, nem o melhor especialista pode obter resultados satisfatórios.

O prognóstico geralmente depende do tipo de PC e de sua gravidade e nem sempre é fácil de estabelecer. Mais de 90% das crianças com paralisia cerebral sobrevivem até a vida adulta. Apenas as mais gravemente afectadas (incapazes de realizar qualquer cuidado pessoal) apresentam uma expectativa de vida muito menor.
O cérebro da criança desenvolve-se, por um lado, de acordo com o seu potencial e, por outro, de acordo com o estímulo que recebe. Uma criança sem grandes défices intelectuais colabora

melhor nos exercícios e desenvolve mais facilmente as várias funções, no entanto, a criança com desenvolvimento mental deficiente tem menos possibilidades e a sua recuperação poderá ser mais lenta e mais limitada.

O prognóstico depende evidentemente do grau de dificuldade motora, da intensidade de retracções e deformidades esqueléticas e da disponibilidade e qualidade da reabilitação. Para além destes parâmetros e independentemente do quadro motor ser considerado de bom prognóstico, existem três factores que interferem decisivamente no desempenho da criança: o grau de deficiência mental, a quantidade de crises epilépticas e a intensidade do distúrbio do comportamento. É evidente que as crianças com deficiência mental moderada ou grave, com epilepsia de difícil controle e/ou com atitudes negativistas ou agressivas, não têm condições de responder correctamente à reabilitação.