Hemiparesia

Hemiparésia Espástica Diplégia

Diagnóstico...

Colocado por Hemiparesia em 01 de Agosto de 2007

Dificuldades ao nível da sucção, tónus muscular diminuído, alterações da postura, atrasos no controlo postural da cabeça, na capacidade de sorrir e de rolar são sinais precoces que chamam a atenção para a necessidade de avaliações mais detalhadas, bem como, para a necessidade de acompanhamento neurológico.
A história clínica deve ser completa e o exame neurológico deve incluir a pesquisa dos reflexos primitivos (próprios do recém-nascido).
Reflexos são movimentos automáticos que o corpo faz em resposta a um estímulo específico. Nos primeiros meses de vida, a presença, intensidade e simetria dos reflexos podem ser usadas para avaliar a integridade do sistema nervoso central e para detectar anormalidades periféricas, como alterações musculo-esqueléticas congénitas ou lesões de plexos nervosos. Por outro lado, a persistência da maioria destes reflexos no segundo semestre de vida, também indica anormalidades no desenvolvimento; com a maturidade cerebral, as respostas automáticas típicas dos reflexos presentes nos primeiros tempos de vida são inibidas.
O reflexo primitivo mais conhecido é o Reflexo de Moro que pode ser descrito da seguinte forma: quando a criança é colocada deitada de costas numa mesa sobre a palma da mão de quem a examina, a brusca retirada da mão causa um movimento súbito da região cervical, o qual inicia uma resposta caracterizada inicialmente por abdução, abdução horizontal e extensão dos braços com as mãos abertas e de seguida por adução e adução horizontal dos braços. Apesar de ser o mais conhecido, este reflexo é apenas um de entre os vários usualmente pesquisados pelo pediatra ou fisioterapeuta.
Assim, os reflexos que podemos encontrar no bebé são:

  • Reflexo de preensão da mão;
  • Sinal de Babinski (substituído aos quatro meses pelo reflexo de preensão plantar);
  • Reflexo de Moro;
  • Reflexo de sobressalto;
  • Reflexo tónico cervical (simétrico e assimétrico);
  • Reflexo tónico labiríntico;
  • Reflexo de Gallant;
  • Reflexo de Landau;
  • Reflexo de marcha automática;
  • Reflexo de sucção;
  • Reacções de rectificação e equilíbrio;
  • Reacções positivas de apoio;
  • Reacções de extensão protectora.

Na observação clínica da PC, deve-se levar em consideração a extensão do distúrbio motor, a sua intensidade e, principalmente, a caracterização semiológica desse distúrbio.
Depois de colhida a história clínica e realizado o exame neurológico, o próximo passo é afastar a possibilidade de outras condições clínicas ou doenças que também evoluem com atraso do desenvolvimento neurológico ou alterações do movimento como as descritas anteriormente. Uma anamnese e um exame físico minuciosos devem eliminar a possibilidade de distúrbios progressivos do Sistema Nervoso Central, incluindo as doenças degenerativas, tumor da medula espinhal ou distrofia muscular.
Exames de laboratório (sangue e urina) ou neuroimagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética) poderão ser indicados de acordo com a história e as alterações encontradas no exame neurológico. Estes exames, em muitas situações, esclarecem a causa da paralisia cerebral

ou podem confirmar o diagnóstico de outras doenças. Exames adicionais podem incluir testes das funções auditiva e visual.

O diagnóstico de PC usualmente envolve atraso no desenvolvimento motor, persistência de reflexos primitivos, presença de reflexos anormais e défices no desenvolvimento dos reflexos protectores (tal como a resposta de pára-quedas, caracterizada pela extensão dos braços como se a criança fosse apoiar-se e com isso apoio do corpo sobre os braços).